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Alguém já te pediu um conselho?

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Exercício de completar com verbos

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Argentina

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Alguém já te pediu um conselho?Online version

Exercício de completar com verbos

by Sandra Andreoli
1

Alguém já te ( pedir ) um conselho ?
Sabe aquele ditado " se conselho ( ser ) bom não se ( dar ) , se vendia " ? Pois é ? Tempos atrás , ( viralizar ) nas redes sociais a história de uma mãe , que cansada de ouvir palpites dos vizinhos sobre a criação de seu filho , ( colocar ) uma faixa provocante na frente do seu prédio . Ela fazia uma oferta especial para aqueles que ( querer ) continuar lhe dando conselhos : " A cada 5 pacotes de fraldas G ou XG , ( vocês ) ( ganhar ) o direito de dar um palpite na criação do meu filho . Se o pacote ( ser ) jumbo , vocês ( poder ) dar dois palpites " .
Dar um conselho parece uma boa forma de ajudar alguém . Muitas vezes o que falta é alguém pedir . Porém , dizer às pessoas o que elas ( dever ) fazer gera uma sensação de poder . Aquele que aconselha se ( sentir ) valorizado e superior pela capacidade de dizer ao outro qual a melhor opção . Há quem diga que conselho atrofia , anula nossa capacidade de autodescoberta , ( criar ) dependência , transfere responsabilidade e gera crise de identidade . Pessoas que vivem do conselho alheio não ( conseguir ) mais ter medida de quem realmente são , gostam e ( desejar ) .

2

Agora vamos fazer um paralelo entre aconselhar e recomendar . Antigamente conselhos se ( dar ) em um mundo analógico e agora recomendações se ( dar ) em ambientes digitais . A evolução tecnológica dos último tempos ( multiplicar ) exponencialmente nossas opções em vários campos , sejam nos livros , filmes , notícias , músicas , vídeos , anúncios , páginas de internet , ou mesmo no acesso a um amigo nas redes sociais . Quer ( nós ) ( estar ) comprando um par de jeans , pedindo uma xícara de café ou qualquer outra coisa , as nossas pequenas ou grandes decisões diárias - se ( tornar ) cada vez mais complexas devido à enorme abundância de escolha a qual somos submetidos , como bem apresentado no livro " The Paradox of Choice " , de Barry Schwartz .
A marca registrada da liberdade individual que tanto prezamos tornou - se prejudicial ao nosso bem - estar psicológico e emocional . Schwartz é um grande crítico a nossa obsessão em querer escolher e como a dúvida ( contribuir ) para a ansiedade , a insatisfação e o arrependimento .

3

Sistemas de recomendação como sabemos , é uma das grandes aplicações da Inteligência Artificial ( IA ) nos dias de hoje . A proposta destes sistemas é ajudar as pessoas a ( lidar ) com a sobrecarga de informações , dando dicas e filtrando o que os algoritmos determinam ser do nosso interesse . De um modo geral , esses mecanismos ( procurar ) personalizar experiências de compra , indicando os produtos mais adequados . De certa forma isso sempre ( existir ) , mas com a tecnologia de IA e machine learning a personalização ( aumentar ) . Utilizando cálculos não lineares para funcionar de forma parecida com o cérebro humano , os resultados ( poder ) ser diferentes e até certo ponto surpreendentes e imprevisíveis , mas bastante assertivos .

As raízes dos sistemas de recomendação ( poder ) ser encontradas nos trabalhos extensivos das ciências cognitivas , teoria de aproximação , recuperação da informação , teoria de previsões e ( possuir ) influências das ciências de administração e marketing . Usando diferentes critérios para fazer as sugestões a usuários novos e antigos , cada modelo funciona baseado em critérios específicos para fazer as recomendações , seja pela similaridade de conteúdo , pelo consumo dos outros usuários , evoluindo e se adaptando às preferências de cada pessoa , reconhecendo as mudanças de gosto com a evolução do tempo ou com as experiências acumuladas .
Nos últimos tempos , eu ( defender ) a complementariedade nas relações humanas e no uso da tecnologia . Impossível a simples substituição , ou a singela promessa de isso acontecer . Em alguns casos , a IA é fundamental e insubstituível pela capacidade , variedade e velocidade . Em outros , a sensibilidade humana é inigualável . Somos seres em constantes conflitos . Apenas a lógica não nos define . Queremos ter o que não temos e quando ( conseguir ) , isso ( perder ) a graça . Qual algoritmo pode lidar com isso ?

Mas até que ponto nós realmente ( escolher ) ? Será que queremos o que ( dizer ) para nós mesmos que queremos ou estamos apenas sendo manipulados e sugestionados ? Podemos assumir que a indicação de algo em detrimento a alternativas desiquilibra o jogo ? A desaprovação e consequente remoção de possibilidades ( poder ) ocultar outros interesses ? São perguntas que eu não ( ter ) respostas . Sinais de um tempo que ( viver ) e somos convidados a refletir .

Se você realmente gosta e ( querer ) o bem de alguém , não ( dar ) conselhos . Apenas ajude essas pessoas a se ( descobrir ) e ( fazer ) suas próprias escolhas . Não é apontando caminhos que vamos conseguir melhorar a vida dos outros . Se quem aconselha ( ser ) um exemplo , seu próprio comportamento é que deve ser seguido .

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