diagnóstico, características, intervenção, prevalência, mitos, curiosidades
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Em Portugal, a percentagem de crianças/jovens com Autismo ronda os
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Verifica-se uma percentagem superior de diagnósticos de PEA em pessoas do
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Qual destas figuras públicas foi diagnosticada com PEA (Perturbação do espetro do Autismo)?
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O Autismo é uma perturbação do neurodesenvolvimento
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"As vacinas podem originar PEA (Perturbação do Espetro do Autismo)."
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Os alunos com Autismo podem concluir um curso superior universitário?
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As crianças e jovens com Autismo podem sofrer
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É possível aplicar testes de diagnóstico de Autismo
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Em simultâneo com o Autismo, é frequente surgirem outras condições de saúde física ou mental, tais como:
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Quando interagimos com uma criança/jovem com Autismo, devemos
Explicação
Atualmente, a Federação Portuguesa de Autismo e diversos especialistas estimam que cerca de 1% das crianças/jovens em idade escolar (aproximadamente 1 em cada 100) apresentam uma Perturbação do Espetro do Autismo.
Durante bastante tempo, o número de referência em Portugal foi baseado num estudo de 2005 (Guiomar Oliveira), que apontava para apenas 1 em cada 1.000 crianças com PEA. Contudo, nos últimos anos, o número de crianças e jovens com Autismo tem vindo a aumentar de modo significativo, provavelmente, graças a avanços na expansão da informação e do diagnóstico de Autismo.
Uma pessoa com Autismo necessita de rotinas e de vivenciar experiências previsíveis, que possa reconhecer. Qualquer alteração às suas atividades quotidianas ou nova interação lhe pode causar ansiedade e/ou sofrimento.
Globalmente, a PEA é três vezes mais frequente nos rapazes do que nas raparigas (uma proporção de cerca de 3 ou 4 para 1).
O famoso empresário Elon Musk revelou ter Autismo, num programa televisivo, há cerca de 5 anos.
Embora não pudessem ser diagnosticados na época, muitos historiadores e especialistas sugerem, com base em biografias e comportamentos documentados, que génios como Albert Einstein, Isaac Newton, Nikola Tesla e Charles Darwin poderiam apresentar PEA.
Existe consenso sobre a importância dos fatores genéticos, de genes que atuam no desenvolvimento do cérebro, para o estudo do Autismo.
É possível, igualmente, que fatores ambientais, como a exposição pré-natal a certas substâncias ou complicações durante a gravidez, possam afetar e modificar a expressão dos genes, contribuindo para a variabilidade dos sintomas que se observam na PEA.
Esta ideia surgiu num estudo fraudulento de 1998, de Andrew Wakefield. Dezenas de estudos globais, envolvendo milhões de crianças, confirmaram que não existe qualquer ligação entre vacinas e o desenvolvimento do Autismo.
O acesso à educação — incluindo o ensino superior — é um direito universal. A condição de autismo não pode ser usada para excluir ou impedir a candidatura.
Um aluno com Autismo pode candidatar-se à universidade através de concurso nacional de acesso, de concursos especiais (maiores de 23, cursos profissionais, etc.) e de vagas específicas para estudantes com necessidades educativas especiais (dependendo da instituição).
Segundo dados oficiais da DGEEC, divulgados em 2025, o número de estudantes com Necessidades Educativas Especiais, em que se incluem alunos autistas — mais do que duplicou em cinco anos, passando de 2.311 em 2019/2020 para 5.309 em 2024/2025.
As crianças e jovens com Autismo apresentam particularidades a nível sensorial, designadamente:
. hipersensibilidade - sons comuns (aspiradores, secadores) podem ser sentidos como uma dor física; texturas de alimentos ou etiquetas de roupa podem causar náuseas ou irritação extrema.
ou
. hipossensibilidade - algumas pessoas com Autismo sentem menos a dor ou a temperatura, o que as leva a procurar estímulos intensos (como balançar-se ou bater palmas) para "sentirem" o próprio corpo.
Diagnóstico Precoce (Dos 18 aos 24 meses)
Atualmente, esta é a "janela de ouro" para o diagnóstico. Aos 18 meses, já é possível aplicar rastreios validados (como o teste M-CHAT-R, muito usado em Portugal nas consultas de saúde infantil), que identificam riscos elevados.
Os pais devem ainda estar atentos aos seguintes sinais: ausência de contacto visual, o facto de a criança não responder quando é chamada pelo nome ou evidenciar falta de "atenção partilhada" (não apontar para mostrar algo que lhe interessa).
Como o autismo envolve uma configuração diferente do cérebro (neurodivergência) e não é uma doença, não existe nem se procura uma cura. A ciência e as terapias visam apenas melhorar a qualidade de vida do indivíduo com Autismo, aumentar a sua autonomia e reduzir o sofrimento causado por comorbilidades (como a ansiedade)
Prevalências Clínicas no Autismo:
PHDA - 40% – 70%
Ansiedade - 40% – 50%
Distúrbios do Sono - 50% – 80%
Dificuldades de Aprendizagem - 30%
Epilepsia - 20% – 30%
Perante uma criança/jovem com Autismo, devemos:
- encorajar o contacto ocular direto, colocando-nos de frente para a criança/jovem;
- fornecer pistas visuais, para facilitar a compreensão da mensagem;
- utilizar expressões faciais e gestos simples e explícitos, a par de uma linguagem clara e direta;
- estabelecer ou apoiar as suas rotinas diárias, de modo a que a criança/jovem possa antecipar o que irá acontecer e reduzir os seus níveis de ansiedade;
- interagir com a criança/jovem, respeitando e valorizando os seus interesses/focos específicos;
- utilizar um tom de voz moderado e pausado;
- encorajar a criança/jovem a participar na maioria das atividades desenvolvidas pelos pares.
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