Questões para trabalhar os valores e princípios apresentados pelo manifesto ágil
1
Qual é a maior prioridade de um projeto ágil, segundo o primeiro princípio do Manifesto Ágil?
2
O Manifesto Ágil é composto por 4 valores centrais. De acordo com ele, o que deve ser mais valorizado em detrimento de "processos e ferramentas"?
3
Como a cultura ágil orienta as equipes a lidarem com mudanças nos requisitos, mesmo que ocorram tardiamente no desenvolvimento?
4
No desenvolvimento tradicional, o faturamento muitas vezes ocorria através da entrega de dezenas de diagramas abstratos e modelos documentados. Na agilidade, qual é a medida primária de progresso?
5
O manifesto estabelece diretrizes sobre como a equipe deve se comunicar. Qual é considerado o método mais eficiente e eficaz para transmitir informações?
6
Para manter a produtividade alta e os desenvolvedores criativos, o oitavo princípio aborda o ritmo de trabalho. O que os processos ágeis promovem nesse sentido?
7
O décimo princípio descreve que a "simplicidade é essencial". Como o manifesto define essa simplicidade?
8
Baseado na teoria da emergência, o 11º princípio fala sobre como o grupo de trabalho deve ser estruturado para que dele emerjam as melhores arquiteturas, requisitos e designs. Como deve ser esse grupo?
9
Ao ler o valor "Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos", o que a equipe deve compreender?
10
Após listar os quatro valores centrais, os autores do Manifesto Ágil incluíram uma ressalva fundamental para evitar preconceitos contra a agilidade. Que ressalva é essa?
Explicação
O primeiro princípio resgata o maior objetivo do desenvolvimento: entregar um software funcionando e com qualidade, focando em interações rápidas e contínuas que sempre agreguem valor de negócio ao cliente, em vez de se perder na burocracia ou no uso de tecnologias puramente por vaidade.
O manifesto prioriza o lado humano ("Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas"), pois entende que são as pessoas que desenvolvem o software. Processos mecânicos e burocráticos limitam a comunicação, enquanto conversas diretas e trabalho em equipe geram melhores resultados.
Ao contrário dos métodos tradicionais que tentam blindar o projeto contra alterações, a agilidade abraça as mudanças. O segundo princípio orienta que as equipes devem se preparar para responder rapidamente às mudanças, livrando o cliente de decisões precipitadas e garantindo-lhe adaptabilidade e poder competitivo.
O sétimo princípio do manifesto rompe com a supervalorização de documentos e estabelece que a verdadeira forma de avaliar o andamento e o sucesso do projeto é mensurando a quantidade de código (software) pronto e funcionando na mão do usuário.
O sexto princípio defende que nada substitui a clareza de uma boa conversa presencial. O diálogo frente a frente carrega sutilezas não-verbais (tom de voz, expressões) que minimizam mal-entendidos, riscos de má interpretação e conflitos típicos da comunicação escrita.
A agilidade quebra o estereótipo do profissional de TI sobrecarregado ("workaholic"). O manifesto sugere um modelo de trabalho em que todos os envolvidos (patrocinadores, desenvolvedores e usuários) consigam manter um ritmo constante, saudável e viável por tempo ilimitado, evitando erros causados pelo cansaço físico e mental.
Simplicidade, na agilidade, foca em realizar apenas o essencial e evitar desperdícios. Seguindo o Princípio de Pareto, o objetivo é concentrar energia para implementar apenas o que realmente vai agregar valor (as funcionalidades úteis), descartando complexidades desnecessárias ou trabalho que o cliente não usará.
O princípio destaca que o excesso de controle sistemático tende a falhar. As melhores soluções orgânicas surgem de equipes auto-organizáveis (auto-gerenciadas) que, assim como sistemas da natureza (como um cardume ou bando de pássaros), sincronizam-se sozinhas a partir de regras simples e comprometimento mutuo.
O Manifesto admite que é impossível prever todas as questões de um projeto num contrato fechado, já que o desenvolvimento é um processo de aprendizado. Portanto, em vez de focar apenas em redigir cláusulas punitivas ("negociação de contratos"), é vital priorizar uma relação de confiança e contato diário com o cliente.
Esta declaração (muitas vezes esquecida) é vital: o Manifesto não repudia ferramentas, documentação, contratos e planos (itens à direita). O que se propõe é um contrabalanço: quando há conflito de prioridades, o lado humano, a flexibilidade e o software útil (itens à esquerda) devem ter prioridade crítica para o sucesso.
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